MATÉRIA: RECICLAGEM

dezembro 2, 2008

RECICLAR É O MELHOR REMÉDIO


por Daniel Santos, Eduardo Vasconcelos, Mirtila Facó, Natália Macedo e Stephanie Eilert


Segundo a revista americana trimestral Foreing Policy, de setembro/outubro, o mundo produz dois bilhões de toneladas de lixo por ano. Embora tenha atingido níveis históricos, a reciclagem mundial ainda não é suficiente para conter o crescente ritmo de produção de lixo de gigantes em desenvolvimento, como a China e a Índia. O grande produtor de lixo, hoje, é o dragão chinês. As projeções indicam que o país vai passar de 150 milhões de toneladas de lixo por ano, em 2000, para 500 milhões de toneladas até 2030.


A publicação ainda cita o Japão, a França, os Estados Unidos e o Brasil como os países que mais reciclam no mundo. Dentre eles, o arquipélago japonês lidera o reaproveitamento de garrafas plásticas, papel e vidro, mas os números também são animadores para o Brasil. As estatísticas nos apontam como o maior responsável pela reciclagem de alumínio da terra, devido ao trabalho ativo de mais de 500 mil coletores de lixo de rua, a maioria latinhas de refrigerante e cerveja. Estima-se que, ao redor do mundo, mais de quinze milhões de pessoas vivem da coleta e reciclagem de lixo.

A população brasileira gera diariamente cerca de 126 mil toneladas de lixo de consumo, excluindo dejetos industriais e empresariais. Há anos, o lixo é um dos problemas mais graves enfrentados pela população mundial e é um dos grandes entraves quando se refere a aquecimento global, já que é uma das atividades humanas que mais desequilibra o ambiente, porém há muito o que se fazer para minimizar os danos e evitar o esgotamento dos recursos naturais.


SUPERMERCADOS APOSTAM NA COLETA SELETIVA


Nos últimos anos a coleta seletiva foi uma das ações de incentivo a responsabilidade social mais aplicada pelos supermercados de Fortaleza. É uma prática de sustentabilidade que está em alta e que, com a ajuda da população, torna a cidade mais limpa.


A rede Pão de Açúcar é pioneira no serviço de estações de reciclagem nos estacionamentos de seus supermercados. Desde agosto de 2005, o Grupo trabalha em parceria com a multinacional Unilever e a Cooperativa de Pré-Beneficiamento de Materiais Recicláveis do Ceará (Coopremarce). Doze lojas da rede de supermercados Pão de Açúcar têm estações de reciclagem que recebem papel, plástico, vidro e metais. A cada dois dias, o volume é retirado e repassado para a Coopremarce, que disponibiliza voluntários para orientar os clientes e captar novos colaboradores. Além das cooperativas de catadores, o material reciclável vai para Instituições de caridade.


O mercadinho São Luiz também oferece contêineres de coleta seletiva há dois anos. O subgerente Régis Fernandes explica como funciona o processo de coleta: “Nós mesmos retiramos o volume das ilhas e enviamos, como em todas as demais lojas, para a Central de Abastecimento. No depósito, todo o material é amarrado, prensado e posto para venda. Embora a divulgação da coleta seletiva não seja das melhores, muitas pessoas colaboram e, por isso, é necessário fazer a retirada do lixo diariamente”. Segundo Régis, a redução do lixo do supermercado reduziu 50% desde o início do projeto. O papel é o material mais coletado.


A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) implantou a coleta no Mercado São Sebastião, no início deste ano. Como é um mercado que produz uma grande quantidade de lixo, os zeladores e os comerciantes estão dando continuidade ao processo de triagem. Eles receberem um treinamento específico para saberem usar o equipamento corretamente. Dessa forma, grande parte do que antes ia para o aterro do Jangurussu ser incinerado, hoje é reutilizado e gera benefícios para a população.



COSTUME DE CASA VAI AO POSTO DE COLETA


As tentativas de desacelerar o descarte de material já conquistaram famílias, que aderiram processo pela consciência ambiental. Adotar a coleta seletiva de lixo em casa é um das etapas para quem quer contribuir com o meio-ambiente. A farmacêutica, Ivolina Macedo, sempre procurou ter um estilo de vida saudável. Adepta de esportes e da boa alimentação, a preocupação com o meio-ambiente sempre fez parte da sua vida e realizar a coleta é apenas conseqüência da consciência.


Há quase dois anos, ela foi impulsionada pelo projeto Ecoelce, que consiste em trocar o lixo por bônus em energia. Ivolina disse que ficou sabendo do projeto e começou a fazer a coleta em sua casa com o intuito de fazer parte do programa, mas nunca chegou a se cadastrar. “Separei uma vez e não deu certo o cadastro, mas fiquei com peso na consciência de misturá-los com o lixo comum e resolvi procurar postos de coleta próximos a minha casa. Desde então nunca mais parei.”


Em sua casa,moram apenas ela e o marido, mas o lixo produzido pelo casal é suficiente para levar aos postos de coleta aproximadamente duas vezes por semana. Ela alerta que é preciso levar todo o material limpo ao posto de coleta. Além de fazer a triagem do lixo produzido em casa, atualmente, Ivolina procura comprar produtos com o selo verde, que asseguram que não foram produzidos à custa de um bem natural degradado. A dona-de-casa diz que seu próximo passo é utilizar a “ecobag” (sacolas/embalagens ecológicas) para fazer compras e também implementar a coleta em seu condomínio.


Ela e o marido já tentaram conversar sobre o assunto nas reuniões, mas diz que as pessoas ainda não são muito abertas para encarar essa mudança: “Ninguém se interessa, sempre fica para depois.” E acrescenta: “Em uma sociedade em que as pessoas jogam lixo pela janela do carro, o que mais se pode esperar? Enquanto isso, vou fazendo a minha parte, se você fizesse a sua…”


DO ÓLEO AO SABÃO


Quando se prepara uma refeição na cozinha, as pessoas nem imaginam que estão lidando diretamente com um dos componentes mais prejudiciais ao meio-ambiente. Aparentemente inofensivo, o óleo de cozinha pode causar danos tanto na tubulação das residências como à rede de abastecimento de água das cidades. Quando jogado na pia, vai para a rede de esgoto e, quando é a causa de entupimentos, há a necessidade do uso de produtos químicos para a solução do problema e esse material tóxico é levado para as estações de tratamento, junto com a água que se utiliza. Embora, em Fortaleza, não haja uma campanha muito forte sobre o quesito reciclagem, existem iniciativas pontuais que já estão fazendo a diferença. Faustino é um dos exemplos de cidadãos que aderiram à causa gratuitamente, com o único objetivo de fazer a sua parte pelo meio-ambiente. De quebra, descobriu uma forma de economizar dinheiro.


Em seu restaurante, desde 1991, Faustino recicla óleo de cozinha queimado, que é todo óleo que já foi usado no preparo do alimentos, de uma maneira artesanal e fácil de ser realizada. Ele não só transforma o óleo em sabão, como também o utiliza para lavar louças do restaurante. Além disso, ele também recebe óleo queimado de amigos e clientes, que o ajudam a desenvolver esse trabalho de consciência ambiental. Além do óleo, ele também reaproveita restos de comida e cascas de frutas para alimentar os porcos e as galinhas de seu sítio, onde o empresário cultiva boa parte dos produtos que utiliza em seu restaurante.


A sua consciência ecológica atua também na tentativa de reaproveitar outros materiais, por isso, é adepto da triagem de metais, como latinhas de refrigerante, e todo o material arrecadado é entregue a um coletor de lixo de rua. O plástico também tem utilidade. Faustino também reutiliza as garrafas de refrigerante e água tônica, e após serem devidamente esterilizadas, são úteis para engarrafar a cajuína que produz e, como se não bastasse, ele ainda reutiliza a água utilizada na esterilização das louças para lavar a calçada do restaurante.


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LIXO VIRA ARTE


Nem tudo o que é lixo vira estatística de poluição ambiental. Algumas idéias criativas e um pouco de habilidade manual podem transformar em decoração o que é considerado sem utilidade. O mecânico e artesão José Alves da Silva, 42, afirma que lugar de sucata não é no ferro velho. Para ele, quase todas as peças encontradas nos ferros velhos de Fortaleza podem virar decoração.


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Partes de automóveis, bicicletas quebradas, ferramentas, ferros retorcidos, pedaços de televisores e computadores e pneus sem a mínima condição de uso são os principais materiais utilizados pelo artista na confecção de seus artigos. Segundo afirma, o talento foi descoberto ainda muito cedo e de forma completamente natural. “Descobri desde moço que tinha o dom para o negócio. Para esse trabalho utilizo apenas minha imaginação que, graças a Deus, até hoje, vem me servindo de sustento”, conta José.


Casado e com dois filhos, um dos quais com paralisia cerebral, o artesão garante que consegue ganhar um bom dinheiro com a feitura dos objetos. “As pessoas passam por aqui e gostam do que vêem. Os clientes acham tudo muito diferente, muito criativo”, diz.


Ao visitar o ateliê, localizado em sua própria residência e também oficina, é possível se deparar com bonecos de todos os tamanhos e tipos; bicicletas em formato de animais – entre elas uma das mais queridas: a bicicabra; além de cobras, jacarés, passarinhos, corujas e, até mesmo, o mosquito da dengue, todos eles feitos com ferro e pintados à mão.


arte-8“Tenho muito orgulho do que eu faço e, além de tudo, tenho muito amor pelo que produzo”, revela José Alves.

O processo de produção começa com a aquisição da matéria prima, a maior parte dela comprada em sucatas a preços bem populares. O segundo e mais importante passo é colocar a criatividade a prova e começar a produção. “Posso até demorar na hora de pensar o que fazer com as coisas, no entanto, depois que a idéia vem à cabeça, tudo é feito com a máxima velocidade. Sou rápido no que faço e, no final, tudo fica bonito”, diz.


Com partes do motor de um carro e peças de uma antiga estante, o artista constrói artigos de decoração que encantam pessoas de todas as idades. De acordo com ele, porém, são as crianças que mais curiosidade e apreço têm pelos objetos prontos. “Elas são capazes de ficar horas e horas tentando descobrir como determinado aviãozinho ou como o boneco foram feitos. Os pais não ficam atrás, é claro, também são curiosos e adoram saber o que foi usado na construção”, brinca Alves.


arte-12As encomendas não param. Além de exportar para diversas cidades do Brasil, a produção também já conquistou destinos internacionais, em países como a Itália, a França, a Espanha e Portugal. O trabalho artesanal acontece o ano inteiro, mas as festas comemorativas desafiam ainda mais a sua criatividade. Eventos como o Natal, São João e Carnaval são os períodos em que mais ele produz. “O São João desse ano foi uma festa, já que tive a oportunidade de decorar com meus bonecos diversas barraquinhas em vários locais de Fortaleza. E o carnaval vem aí não é?!”, assevera Alves.


Pautas

novembro 17, 2008

reciclagemNossa equipe tem mais um desafio. Dessa vez, o tema surgiu enquanto eu estava dando uma espiadinha no site www.change.org, do recém presidente eleito, Barack Obama, destinado a abraçar causas e a dar mais voz aos que quiserem ali falar. Um dos objetivos dos que lá estão cadastrados é diminuir o aquecimento global. Imediatamente me veio à cabeça o tema: RECICLAGEM.

Nossos colegas ficaram dessa forma divididos, após uma breve conversa com o professor.

- Daniel: Pesquisar sobre os postos de coletas espalhados nos supermercados da Rede Pão de Açucar. O objetivo não é falar do programa da empresa, mas saber quem está responsável pelo programa, quem coleta aquele lixo, qual a periodicidade da coleta, para onde vai, etc.

- Eduardo: O trabalho do Dudu depende de nós, literalmente. É que ele vai ficar responsável pelo infográfico, que eu particularmente acho fundamental para matérias escritas, características de revistas, talves o porquê que as tornam tão agradáveis.

- Mirtila: Ela se pautou e a idéia muito interessante, que de quebra ainda vai render muitas imagens. Ela conhece um artesão, que usa como matéria-prima o lixo, que é o ponto de partida para criações muito variadas.

-Natália: conhece uma dona-de-casa que tem o hábito, junto com o marido, de separar o lixo e entregar religiosamente nos postos de coleta. Essa vai ser o personagem comum da nossa matéria, que já criou o costume de separar tudo que consome. Além disso, nós duas vamos dividir a parte de conhecermos um restaurante que recicla o próprio óleo de cozinha e transforma em detergente para uso local.

-Stephanie: Bem, apesar de diretamente não correr atrás das temáticas, vou ter que revisar tudinho, ver quem está tendo dificuldades, dar dicas para os colegar, pensar junto com o Dudu o infográfico a ainda se intrometer nas pautas da Natália e do Daniel.


Bem-vindo ao Second Life

novembro 17, 2008
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MLBR orientacao 1 é uma das ilhas brasileiras de orientação para os novatos

Muito se fala sobre o Second Life, ou a chamda, a Segunda Vida, que é tradução literal. Ganhar dinheiro, fazer amigos, ir para a balada e até manter relações sexuais, no programa tudo é possível. De tomar sol de biquini em Copacabana ou andar com um visual super chic o “newbie”, o novato no programa tem um longo caminho a percorrer. Sem pretensão nenhuma, eu cheguei a uma ilha chamada “Ilha de Orientação”, que são lugares específicos para se tirar dúvidas, qualquer que sejam, sobre o software.

O interessante é que, para nós brasileiros, que nos cadastramos na Main Land Brasil, uma espécie de provedor principal para brasileiros que queiram residir no jogo, há uma mensagem inicial do moderador da ilha informando que os avatares, ou os bonquinhos do jogo, apenas devem receber orientações de avatares que possuem o título  de Life Helpers, que são as pessoas cadastradas para informar corretamente aos novos residentes.

Quando eu cheguei a uma dessas ilhas de orientação escutei uma voz feminina chamar meu nome e eu demorei um pouco a entender o que estava acontecendo. Foi quando visualizei uma avatar com as mãos para trás, como na Real Life (Vida reeal), em posição de vendedora de loja, como quem oferece ajuda. Ela falava comigo pelo microfone e eu a respondia teclando.

Há sempre recepcionistas trabalhando de 08h às 02h
Há sempre recepcionistas trabalhando de 08h às 02h

As recepcionistas, da ilha, entrevistadas são cordiais, mas, como usam a voz para oferecer suporte, tendem a usar de linguagem bem impessoal. Uma das perguntas feitas foram: Qual o papel dela naquela ilha? Por exemplo. Aproveitei a oportunidade para perguntar sobre emprego dentro do SL, mas ela disse que não poderia dizer se ganhava ou não dinheiro na RL (vida real) e me indicou lugares para eu começar a conhecer pessoas, como as ilhas do Rio de Janeiro, bem famosas entre os brasileiros.

A iniciativa é duplamente benéfica, já que os avatares trabalham e, certamente, são remunerados e os novos residentes no jogo têm como dar os primeiros passos. Uma das perguntas mais frequentes dos novatos é onde mudar o visual e ficar fashion, como a minha avatar na foto: cabelos longos loiros, corpo sarado e roupas para lá de sensuais.


Nota: Terroristas invadem o Second Life

novembro 11, 2008

sl1Nos últimos seis meses, uma onda de ataques terroristas vem acontecendo não no Oriente Médio, mas no Second Life, é que o terrorismo tomou conta até da vida virtual. Por incrível que pareça, existe um Exército de Libertação do Second Life (SLLA, sigla em inglês). Os terroristas encontraram uma maneira de simular explosões de bombas em manifestos on-line. A idéia do SLLA é libertar o controle do programa da Linden Labs, empresa criadora, e passar para o controle dos quatro milhões de residentes. Os manifestantes se auto-intitulam “um braço militar do movimento pela liberação nacional”, já que afirmam que o controle da Linden Labs é um governo autoritário. E o pior é que quando as bombas são lançadas, a imagem na tela fica deformada e os avatares próoximos à explosão sofrem estragos.


Notas: E dá-lhe Tv Digital

novembro 9, 2008

rbs1Depois de estrear no Brasil, em dezembro de 2007, em São Paulo, o sistema de TV Digital pouco a poco vem ganhando as capitais brasileiras. Depois de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte e Curitiba, agora Porto Alegre pode comemorar a chegada do sinal da TV em alta resolução. A RBS já começou a gravar programas jornalísticos e de entretenimento no novo formato, o que livra o som de ruídos e a imagem de interferências. Para isso, a emissora teve que investir em novos equipamentos e instalar duas antenas nas partes mais altas da capital gaúcha, que vai acessar o conteúdo televisivo por celulares e computadores, desde que estejam habilitados para a recepção.


Notas: Uma estilista quase perfeita

novembro 9, 2008

taviJá não se faz mais criança como antigamente. Os brinquedos convencionais já eram. As crianças preferem brincar de outra coisa. Atuar, produzir e dirigir um clipe feito em casa para mostrar na internet não é mais desafio para muitas crianças, que já dominam essas ferramentas muito melhor do que muitos marmanjos. Elas são cineastas e por que não estilistas? Nos Estados Unidos, Tavi, 12, é a nova sensação. No seu blog Style Rockie ela mistura peças e acessórios, tira fotos dela mesma e posta no blog. Depois faz uma análise dos looks.  O melhor de tudo é que ela ainda produz vídeos próprios e se divulga na internet. O que seria de Tavi sem a Web 2.0? Nesse caso ela é a estilista, a modelo, a fotógrafa, a analista de moda, a atriz, a diretora de vídeo e a própria agência de comunicação. Quer mais?


Notas: As plantas também postam

novembro 4, 2008

coracao-folhaConversar com as plantas é um hábito milenar, mas no mundo de hoje o bom mesmo é conversar com todo mundo, no mundo todo, mas o que pensar que até as plantas agora podem usar a internet? Não se trata de um novo filme de efeitos especiais, mas a criação vem lá do oriente. Cientistas da cidade de Kamura, no Japão, escolheram a midori-san, uma espécie de planta que tem como principal característica folhas em formato de coração, que foram equipadas com sensores de luz e de gás carbônico, que geram sinais e, quando combinados, vão para o computador e viram posts em um blog próprio. A planta e o computador são a alegria dos frequentadores da Donburi Cafe. Lá os internautas se divertem com mensagens periódicas como: “hoje o dia está bem ensolarado” escritos, é claro, em japonês.


Inteligência coletiva

outubro 13, 2008

A internet é um universo virtual infinito. Infinito de possibilidades de publicação, de pesquisa, de criação.  O que começou sendo uma ferramenta comunicacional restrita à cientistas e militares, depois se estendeu tanto que hoje é inconcebível haver comunicação sem internet, alguns já arriscam afirmar que não seria mais possível haver vida inteligente sem a internet. A respeito disso, um termo vem sendo difundido: Web 2.0.

De fato, não existe uma definição precisa e absoluta sobre o que seja essa tal Web 2.0, até pelo seu pouco tempo de existência, mas o termo, criado, em 2004, pela empresa do americano Tim O’Reilly, a Media Live International, traduz basicamente a abertura de geração e publicação de conteúdo pela massa que acessa a internet. No jornalismo é chamado de Jornalismo Colaborativo, que como o nome sugere, ganha vida por que as pessoas alimentam esse universo, como uma espécie de aproveitamente da inteligência coletiva. O conceito dá a idéia de uma mídia popular, independnete dos conglomerados de comunicação, mas recriada pelos próprios usuários, agregando a isso o fato de poderescrever e ser lido abertamente, por qualquer um use um computador conectado à rede.

Para muitos dos profissionais que trabalham no ramo, a Web 2.0 é uma grande jogada de marketing.

Em Fortaleza, o Instituto Atlântico se define como sendo “uma associação civil de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo fornecer à sociedade soluções científicas e tecnológicas. Atua preferencialmente nas áreas de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, objetivando o desenvolvimento e difusão de tecnologias inovadoras e de alto valor agregado para o sucesso de seus clientes, através de relações duradouras com parceiros e que resultem em benefícios para a sociedade”.

Desse trabalho que eles desenvolvem, eu resolvi entrevistar um dos deles. Stephen Eilert (não é engano e nem coincidência, ele é simplesmente meu irmão. O mais velho) é cientista da computação, formado pela Universidade Federal do Ceará e é programador do I.A. Para ele, que está no mundo dos computadores desde os oito anos de idade, isso é, há quase vinte anos, é um dos que concorda que com a assertiva de que “Web 2.0 é apenas uma jogada de marketing para designar algo bem mais simples do que parece. Não se trata de reformulação da web ou coisa parecida, não representa uma evolução tecnológica”.

O site de busca Google (www.google.com) hoje é um grande portal que reflete bem essa disponibilização de ferramentas para o público, e é isso que vem preocupando outra gigante: a Microsoft. Nessa briga, a Google está levando a melhor

 

E para quem quiser desopilar, vale a dica do Charges.com. É só clicar.

http://charges.uol.com.br/2008/09/04/cotidiano-achou-a-fe/


Destino: Caucaia

outubro 13, 2008

“A gente se encontra amanhã às 9h da manhã em frente à estação”.

Estação? Como assim? Se não é roteiro de filme, só pode ser brincadeira. Bem que poderia ser, mas aquela quinta-feira tornou-se inesquecível. Eu já tinha ouvido falar da estação João Felipe e já tinha visto, obviamente, aquele prédio gracioso antigo bem no Centro da cidade, mas em ver e estar lá há uma grande diferença.

jfÉ claro que eu não estava esperando a linha Tokyo – Kawagoe, nem a Manhattan – Brooklyn, mas vou confessar que eu estava toda empolgada, especialmente porque sempre há aquela sensação do novo. Nem saber onde era a parada do trem nós sabíamos. Passamos um bocado de tempo perto da banquinha que vende água, ao lado da catraca, quando finalmente resolvemos ir um pouco mais à frente. Confesso que a pontualidade e a aparência do trem me agradaram.

Depois que saiu aquela multidão de gente e os vagões ficaram vazios, nós entramos e já procuramos um lugar agradável para curtir os 45 minutos até Caucaia, nosso destino. Ah! “Nós” a quem me refiro é Rafaela, Jeferson, Mirela, Samara e Dudu, os “sobreviventes da Estação João Felipe”. Brincadeira. Mas é que estava tão quente que um pouco de humor nessa hora sempre alivia. E por falar em calor, a entrada de ar dentro do vagão é muito ruim, no teto, e ainda vem aquele vapor de sauna, porque as janelas são de acrílico, a prova de….puf…pedrada. Exatamente, levamos uma, o susto foi inevitável, mas depois a gargalhada tomou conta do trajeto.

Lá para as tantas… Já estávamos todos calados, sentados, derretendo de calor, observando aqueles bairros da cidade que não fazem parte da Fortaleza na qual costumamos circular. Bairros pobres, esgotos abertos, crianças no meio da rua em plena 9h da manhã, mau cheiro, totalmente diferente daqueles cartões postais que tanto nos orgulhamos em gritar para o mundo inteiro: “Esta é a minha cidade”. Quase o paraíso, quase, se não fosse a maior parte da cidade, onde mora a grande maioria da população. São nove paradas até Caucaia, o nosso vagão estava quase vazio e bem silencioso até.

Quando chegamos à Caucaia, todos olhando um para cada do outro: Será que a gente tem que descer e jf22jf2pegar outro trem? E nessa ficamos até aparecer um guarda e informar que bastava ficar sentado, que o vagão voltada na direção oposta, para a gente, de ré. Na volta, sim, tinha muita gente. Enquanto a gente estava ali fazendo um trabalho da faculdade, havia várias garotas da nossa idade com bebês de colo e segurando a mãe de crianças um pouco, um pouco mesmo, maiores. Havia garotos que, com certeza, estavam em idade escolar e estavam indo comprar não sei o que em Fortaleza, não deu para ouvir, né? Havia senhoras indo trabalhar, havia mais gente, havia menos ar, o ar estava mais quente ainda.

Parece que um ar de melancolia tomou conta da gente, ao mesmo tempo, talves pelo calor, mas não era só isso. Algo nos incomodou naquela viagem, algo além da falta de vento, algo além disso. Essa foi a minha impressão e o meu registro da minha primeira viagem de trem em Fortaleza, com destino à Caucaia.


Blog, muito prazer.

setembro 21, 2008

O blog é uma ferramente de publicação. Qualquer pessoa que saiba ler e que conheça minimamente um computador e a internet pode ser um blogueiro, e nem é preciso pagar nada para isso. O acesso é grátis no blogger ou wordpress, esse mesmo site em que nós estamos postandp nossos textos. Pois bem, o blog é uma ferramenta de publicação e nem precisa ser texto. Você pode colocar fotos, vídeos, links e tem uma infinidade de possibilidades de como postar, ou seja, de como colocar uma informação online.

A partir dessa facilidade, qualquer pessoa, jornalista ou não, pode ter um blog e tem a liberdade de usá-lo como um blog “querido diário”ou mesmo usar para escrever sobre política ou economia, por exemplo. A discussão se blog é ou não jornalismo não surgiu com os blogs, na verdade, segundo o livro Blogs, de Paulo Querido e Luís Ene, essa discussão é contemporânea ao surigmento da internet, no final dos anos oitenta. Para eles, os cidadãos se embreagaram com a consulta às fontes diretamente, sem ter a necessidade de passar pelos jornalistas e jornais.

Independente da finalidade do blog (usado como diário pessoal, jornalismo, curiosidades,etc.) os blogs tem em comum a formação de comunidades, que é o que dá vida a um blog. Os comentários entre os participantes dessa comunidade virtual é o mecanismo que impulsiona e gera a continudidade, já que todos podem ler, comentar e escrever os seus próprios textos na internet. Sem isso, o blog fica estático e não há porque escrever, quando se tem a impressão de quem ninguém está lendo.